Caros leitores,
Acredito que não seja do conhecimento de todos, mas além de escrever e editar o Mude o Mundo, escrevo em mais dois blogs, sou autor de livros infantis, sócio de uma empresa de conteúdo infantil e ainda estou tentando aprender francês. Nas últimas semanas, parece que todas as minhas atividades precisaram de uma dose extra de atenção, por isso não tenho conseguido postar com a frequência que gostaria.
Peço a paciência e a compreensão de todos, e digo que em alguns dias, assim que eu conseguir “desafogar” um pouco, o blog voltará com as atividades normais.
Obrigado! 
Publicado em March 1st, 2008 in Notícias by Fábio Yabu

Arte: Virtual Water Project
Segundo um estudo da UNESCO, para se produzir 300g de carne de porco, são necessários 1440 litros de água. Um bife de peito de frango “custa” 1770 e assim por diante. Veja na tabela abaixo alguns comparativos e tire suas próprias conclusões:
| Produto |
Unidade |
Litros de Água |
| Açúcar |
1kg |
1500 |
| Algodão |
1 camiseta |
2700 |
| Café |
1 xícara |
140 |
| Carne |
1kg |
15500 |
| Cerveja |
1 copo |
75 |
| Cevada |
1kg |
1300 |
| Frango |
1kg |
3900 |
| Hamburguer |
1 unidade |
2400 |
| Leite |
1 litro |
1000 |
| Milho |
1kg |
900 |
| Ovos |
1 unidade |
200 |
| Pão |
Uma fatia |
40 |
| Papel |
1 folha A4 |
10 |
| Queijo |
1kg |
5000 |
| Soja |
1kg |
1800 |
| Trigo |
1kg |
1300 |
| Vinho |
Uma taça |
120 |
Outro número interessante do estudo é o cálculo do gasto de 80 litros de água por dólar de produto industrializado. É claro que trata-se de uma média global, devido à miríade de indústrias e países onde se encontram. Enquanto nos EUA a média é de 100 litros por dólar, em países como a Austrália e o Canadá ela é 10-15 litros, enquanto na Índia, 20-25 litros.
Entretanto, é também importante notar que a agricultura é responsável pela maior parte da água consumida no mundo, superando em 10 vezes o consumo da indústria. Daí a importância de escolhas conscientes não apenas de produtos industrializados mas principalmente, dos alimentos que consumimos.
Publicado em February 20th, 2008 in Água by Fábio Yabu
A Cia. de seguros Porto Seguro acaba de anunciar o Bicicletário - um inovador programa de empréstimo de bicicletas a seus associados. Em parceria com a rede de estacionamentos Estapar, o projeto abrange a caótica região da Av. Paulista. Nos estacionamentos conveniados (veja relação abaixo), os clientes podem retirar bicicletas gratuitamente mediante apresentação de documentos, e devolvê-las até as 20h em qualquer uma das unidades participantes.
Nos mesmos estacionamentos, também é possível guardar suas bicicletas. Além do Bicicletário, a cia. também anunciou o Bike Socorro - serviço de assistência para casos em que não é necessária a remoção do veículo, como troca de pneus, bateria, etc.
Apesar de pequena, a ação da Porto Seguro é importante para aumentar a consciência da população sobre a eficiência da bicicleta como opção de transporte. Que outras empresas sigam esse exemplo!
Estacionamentos conveniados:
- Hospital Sta. Catarina - Av. Paulista, 200
- Top Center - Al. Joaquim Eugênio de Lima, 424
- Garagem Subterrânea Trianon - Al. Jaú, 850
- Conjunto Nacional - entrada pela Pde. João Manoel, 60
- Garagem São Luís - Av. Paulista, 2378
- Shopping Frei Caneca - R. Frei Caneca, 569
Publicado em February 18th, 2008 in Cidadania, Notícias by Fábio Yabu

Foto: Prora
Acho que esse é um ótimo exemplo de como ações individuais podem ser mais efetivas que aquelas realizadas por governos ou corporações.
Enquanto no Brasil as sacolinhas de plástico aindam reinam soberanas nos supermercados, nos EUA e na Europa elas já são vistas com maus olhos. Por pressão dos ambientalistas, da população e até do governo, supermercados vêm procurando alternativas para oferecer aos clientes, como sacolinhas biodegradáveis, cobradas à parte ou então, de papel.
Porém, ao contrário do mito popular, sacolas de papel são menos sustentáveis do que as de plástico, pois consomem mais energia em sua produção e são mais pesadas (o que encarece o transporte). Sua única vantagem é o fato de que o papel pode ser usado na compostagem, ao contrário do plástico.
Isso nos leva à questão que levantei no início do post: a solução para o problema das sacolinhas plásticas não vai vir “de cima”, e sim, de dentro da consciência de cada um. Leve a sua sacola retornável para o supermercado, coloque as compras na mochila ou numa mala, tenha sempre uma sacola extra no porta-malas. Essa sim é a única embalagem “verde” que existe.
O que tem se feito ao redor do mundo:
Exemplos que o Brasil deveria seguir:
- Estados Unidos – A cada ano, o país utiliza cem bilhões de sacolas plásticas. Em San Francisco (Califórnia), foram substituídas pelas de papel reciclado. Outra saída encontrada foi usar goma de milho e de batata como matéria-prima para fabricar a embalagem.
- Bangladesh – Por favorecer entupimentos em redes de drenagem pluvial, a sacola plástica foi proibida. A medida contempla a fabricação, comercialização e uso
- Irlanda – O governo criou imposto específico para inibir o uso. Com a medida obteve redução de 90%. O recurso arrecadado é destinado às ações de proteção ambiental.
- Taiwan – Lojas são proibidas de oferecer sacolas grátis para o cliente, fregueses, sob pena de multa.
- África do Sul – Governo proibiu o uso e redigiu penas de multa e prisão.
- Índia – Para impedir a ingestão e morte de vacas (animal sagrado), alguns Estados proibiram a produção, estoque, uso, venda e distribuição. Há prisão e multa para o infrator.
- Europa - Em muitos países como na França, as sacolas são cobradas à parte, e é muito comum ver as pessoas levando malas de rodinhas para o supermercado.
- Austrália - Apesar de serem distribuídas gratuitamente, os supermercados fazem campanhas de conscientização entre seus clientes.
Com informações de Green Living e Imprensa Oficial de SP
Publicado em February 6th, 2008 in Pequenas atitudes by Fábio Yabu

A imagem acima pode parecer meio chocante - crianças africanas bebendo água diretamente de um rio - mas por incrível que pareça, ela é uma imagem de esperança. As crianças estão usando o LifeStraw - em português, canudo da vida - um purificador de água portátil que elimina 99% das bactérias da água e filtra partículas de até 15 mícrons (1 mícron equivale à milésima parte de um milímetro).
Em todo o mundo, cerca de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável. Ao invés de ficar lendo sobre estatísticas aterradoras, você pode ajudar efetivamente a mudar essa situação. O site do LifeStraw aceita doações de todas as partes do mundo via PayPal ou cartão de crédito internacional. Um canudo, enviado para as regiões em conflito na África custa apenas €3,50 e pode ser usado durante um ano.
Doe aqui.
Publicado em January 30th, 2008 in Água, Pequenas atitudes by Fábio Yabu

Criada em 1933 pelo italiano Alfonso Bialetti, a cafeteira italiana, ou “Moka”, é uma dessas invenções que nunca sai de moda. Presente em mais de 200 milhões de lares, a tradicional cafeteira apresenta diversas vantagens se comparada com as modernas cafeteiras elétricas:
- Não utilizam filtros de papel, o que significa menos resíduos (e menos fabricação, embalagem e transporte de um agregado desnecessário);
- São feitas quase inteiramente de alumínio, material altamente reciclável;
- Sua técnica utiliza pressão, imitando o funcionamento de uma máquina de espresso, e com isso consegue um café mais encorpado e aromático usando menos pó;
- Vão direto ao fogão, sem consumo de energia elétrica;
- Seu design simples e robusto - ao total são somente 9 componentes - garante a durabilidade e uma cadeia produtiva mais eficiente (menos cabos, menos componentes elétricos, menos botões. E a ausência de vidro é garantia de menos embalagem de proteção durante o transporte);
- Pode durar toda uma vida, considerando a troca esporádica do selo interno de borracha;
- Os diversos diversos tamanhos disponíveis permitem que você escolha o mais adequado às suas necessidades ou estilo de vida;
- É um produto que dificilmente ficará obsoleto (diferentemente de algumas cafeteiras que são verdadeiros “gadgets”)., prova disso é que seu design se mantém praticamente intacto desde a concepção em 1933.
É claro que mudar a forma como se faz o café pode ser uma atitude pequena, mas é através dessas pequenas ações individuais que se cria consciência de coisas maiores a fazer.
Publicado em January 29th, 2008 in Pequenas atitudes by Tomás Buteler
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